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Espírito Santo

Nova indústria de pescado em Domingos Martins deve impulsionar piscicultura capixaba

Com 780 metros quadrados de área industrial construída, unidade terá capacidade para processar 10 toneladas de pescado diariamente


09/04/2026 09:51 - Por Rosimeri Ronquetti
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A nova estrutura terá 780 metros quadrados de área industrial construída. Foto: Assessoria Coopram. Foto: divulgação Coopram

O Espírito Santo está prestes a ganhar uma nova unidade de beneficiamento de pescados. A planta, prevista para entrar em operação em junho deste ano, terá capacidade para processar até 10 toneladas de pescado por dia, o equivalente a 200 toneladas por mês e 2.400 toneladas por ano. Instalada na comunidade de Ponto Alto, em Domingos Martins, a unidade está sendo construída pela Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins (Coopram).

De acordo com o presidente da cooperativa, Darli José Schaefer, o investimento é resultado de uma trajetória iniciada há mais de uma década. “Começamos de forma pequena, com uma estrutura improvisada e até alugando espaços. Com o crescimento da demanda e a profissionalização da atividade, surgiu a necessidade de uma unidade moderna, capaz de absorver toda a produção dos cooperados”, explicou.

Atualmente, a Coopram consegue adquirir cerca de 30% da produção dos 150 associados. Com a nova unidade, a meta é alcançar 100%, o que, segundo Darli, deve incentivar o aumento da produção no município e na região.

“A piscicultura é uma atividade de alto custo, e o produtor sozinho enfrenta dificuldades. Ter a garantia da venda de toda a produção, além do adiantamento de recursos para subsidiar a atividade, traz mais segurança para investir. Com a nova unidade, vamos incentivar o aumento da produção de tilápia, o que representa um avanço para a piscicultura capixaba”, destacou Schaefer.

Além do impacto produtivo, a unidade também terá reflexos diretos na geração de emprego e renda. A expectativa é de cerca de 30 empregos diretos inicialmente, com potencial de expansão para mais de 100 postos, conforme o crescimento das operações. Indiretamente, entre 100 e 200 vagas devem ser geradas em áreas como logística, transporte e serviços. O impacto econômico anual pode chegar a R$ 244 milhões.

Entre os diferenciais está a implantação de tecnologia de filetagem, que garante maior precisão no corte, melhora a padronização e reduz desperdícios. Com isso, a cooperativa estima um aumento de cerca de 20% na eficiência produtiva e a redução de aproximadamente 30% nas perdas durante o processamento.

A tilápia será o principal produto beneficiado, podendo ser comercializada em diferentes formatos, como filé, postas, peixe eviscerado e derivados, incluindo hambúrguer, bolinho e quibe.

A nova estrutura ocupa uma área de aproximadamente 44 mil metros quadrados, com 780 metros quadrados de área industrial construída. O empreendimento conta com investimento de cerca de R$ 12 milhões.
 


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Fonte: Conexão Safra

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